Receber o diagnóstico de um tumor cerebral é um momento delicado e que, naturalmente, desperta muitos medos. No entanto, uma das primeiras dúvidas que precisamos esclarecer no consultório é a respeito da natureza da lesão. E a resposta é: sim, existem tumores cerebrais benignos.
De forma simplificada, a diferença fundamental é o comportamento das células:
- Tumores Malignos (Câncer): Têm crescimento rápido, são agressivos e invadem o tecido cerebral saudável ao redor de forma infiltrativa, tornando suas bordas difíceis de definir.
- Tumores Benignos: Têm um crescimento muito lento, não invadem outros órgãos e costumam ser bem delimitados (possuem uma “fronteira” clara entre o tumor e o cérebro saudável). O meningioma e o schwannoma são dois dos exemplos mais comuns.
Mas atenção: no cérebro, a palavra “benigno” exige um cuidado cirúrgico rigoroso.
Como o crânio é uma caixa rígida e fechada, qualquer estrutura que cresça ali dentro, mesmo que lentamente, pode começar a pressionar áreas nobres do cérebro, causando sintomas como dores de cabeça persistentes, convulsões, perda de força ou alterações na visão e audição.
Por isso, mesmo sendo benigno, muitos casos necessitam de tratamento. A boa notícia é que, graças à microcirurgia avançada apoiada por tecnologias como a neuronavegação e o ultrassom intraoperatório, conseguimos realizar a ressecção (retirada) completa de muitos desses tumores com excelentes taxas de cura e preservação total da qualidade de vida do paciente.
O conteúdo desta publicação é estritamente informativo e não substitui, em hipótese alguma, a avaliação médica individualizada. Sintomas neurológicos e dores crônicas exigem investigação criteriosa. Caso apresente algum sinal de alerta, agende uma consulta com um médico especialista para obter um diagnóstico correto e um plano terapêutico seguro.
Dr. Gabriel Reis Sakaya | Neurocirurgião | CRM-SP 131.576 | RQE 63.103